segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sereníssima

Sereníssima
A noite que se exala
Abala
Um momento do só
Acima
No tempo um viver
Em pó - ser
Poderosíssima
Inundada de prazer
mandala
Resvala das mãos
Os grãos do saber
Germinam
A vida
Cria harmonia
Menina
Ser sublime
Sereníssima
Viver

domingo, 25 de janeiro de 2009

Inspiração

Inspiro o ar
Mas o ar não me inspira.
Nada me inspira no momento da dor
Do amor
De compor.

Queria repor
As palavras soltas no ar em seu lugar.

Vejo a vida que passa e nem balança o ar.

O mar não dança
E nem tenho tranças para lançar.
Nem sou ar - estou no ar (meu lar),
Nem sou brisa - poetisa menor.

Pior seria morrer - nem ar inspirar.

Queria inspirar a vida, o dom.
O tom das palavras me encanta.
Mas tanta inspiração só enche meus pulmões de ar.

Sofrer a dor.

Queria compor frases.
Ter os meios capazes de entontecer - acontecer.
Tocar e temer. Ser e estar.

Por que o ar não me inspira?

Olhar e compor. Respirar
Sentir penetrar. Encher
Cheia de ar, do mar, do ficar no lugar.
Voar!

Ascender.
Levitar.

Qualquer coisa faria para estar no ar.

Sorver com voracidade
E, plena de felicidade, inspirar o ar.

Ser completa e poder cantar.
Ser poeta e poder sonhar.

Ser pessoa e poder inspirar o ar
E, quando estiver repleta,
Expirar.