Meu tempo não é este, este que se conta em segundos
Meu tempo tem seus próprios mundos
Em que os seus segundos a se desfazerem
Preenchem os espaços dos tempos não medidos
E em que todos os sonhos
[Os mais descabidos]
E em que todas as verdades
[As mais sonhadas]
Surpreendem a alma ao chegarem na hora exata
Sabe, quando Chico diz que corre contra o tempo?
Eu vivo a favor do tempo
Mas do tempo que é só meu e dos que me suportam
Eu me desfaço em poucos segundos
Para me reconstruir no segundo seguinte
E quem consegue permanecer nesta corda bamba
Desta maravilhosa adrenalina
Da bipolaridade que me sustenta
Ah! Garotinha...
Quem aguenta viver assim tão nos dois pólos indefinidos...
Quem suporta interpretar os desenhos de meus elos partidos...
Quem se atenta a mirar este meu horizonte multicolorido
Vem comigo!
Se acaba de dar risada
Se morre em corte profundo
E ressuscita na madrugada
A ler Vinícius
A fumar poetas mortos
E a descobrir que viemos a passeio
Vem cá, vem!
De mãos dadas, a drupir colorido...
Cavalgando o desconhecido
Mas dando muita risada
E entendendo
Que viver vale a pena
Porque tudo que ainda é problema
Está morrendo de medo
De descobrirmos a resposta...
Vem, Garotinha,
Vem brincar de viver!
sábado, 6 de março de 2010
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