Antes de olhar as fotos
Em que eu estou gorda
Com mais brilho na cara [cadê meu pó-de-arroz???]
Vejo a pasta
Que minha sobrinha criou
E fico feliz por ver que ela usou maiúsculas e acento
E me sinto feliz...
Como se tudo pudesse ser salvo por uma bela ortografia...
Como se tudo não estivesse perdido pelo excesso de literatura...
Como se eu realmente estivesse me reencontrando...
Deus!
Que bom!
Eu estou viva!
E sei que gosto disso!
E quase gosto de mim!
Mas sei, acima de tudo, que posso gostar de mim!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Bia
Bia...
As lágrimas que até aqui não permiti
Liberdade ganham agora...
Bia...
Toda a minha história me veio te olhando
Como se realmente fosses
A filha que não pari
A luz dos meus sonhos
E você toda inteira
Na história quebrada que eu nem vivi
Você ali
Dizendo
"Tia Babi"
E eu sentindo, percebendo
Assumindo
Que eu vivi
Já não me cabe a morte
Mesmo que eu tente
Você contradiz só por ser
Bia...
Sabiamente
Você me abriu os braços
E no aconchego do teu carinho
Eu percebi
Que de nada mais preciso
A não ser me assumir
E então choro
Ouvindo Kid Abelha
Mas dando risada
Agradecida
Pela vida que ainda posso viver!
As lágrimas que até aqui não permiti
Liberdade ganham agora...
Bia...
Toda a minha história me veio te olhando
Como se realmente fosses
A filha que não pari
A luz dos meus sonhos
E você toda inteira
Na história quebrada que eu nem vivi
Você ali
Dizendo
"Tia Babi"
E eu sentindo, percebendo
Assumindo
Que eu vivi
Já não me cabe a morte
Mesmo que eu tente
Você contradiz só por ser
Bia...
Sabiamente
Você me abriu os braços
E no aconchego do teu carinho
Eu percebi
Que de nada mais preciso
A não ser me assumir
E então choro
Ouvindo Kid Abelha
Mas dando risada
Agradecida
Pela vida que ainda posso viver!
Venho Vindo
Venho vindo
De levinho
Caminhando na ponta das sapatilhas
Que jamais calçarei
Eu bailarina das letras perdidas
Virando cambalhotas
Na barra que papai fez no quintal
Uma nova cicatriz na face
Eu a faço pela ausência das rugas
Que meu sofrer não me põe
E meu livro jamais escrito
Permanece desentitulado
Nos versos que insisto em escrever
Eu toda de novo
Eu quase amanhecer
Eu insistindo
Tentando
Já não deixando lágrima alguma correr
Eu poeta
Eu linha dura
Eu cara de pau
Eu escrevendo na madrugada
Eu curtindo música antiga
Eu de novo toda viva
Este repetir que me faz rir
De alegria
Eu dizendo bom dia!
Eu gostando de estar aqui
Eu agradecendo a vida
Que me faz insistir
De levinho
Caminhando na ponta das sapatilhas
Que jamais calçarei
Eu bailarina das letras perdidas
Virando cambalhotas
Na barra que papai fez no quintal
Uma nova cicatriz na face
Eu a faço pela ausência das rugas
Que meu sofrer não me põe
E meu livro jamais escrito
Permanece desentitulado
Nos versos que insisto em escrever
Eu toda de novo
Eu quase amanhecer
Eu insistindo
Tentando
Já não deixando lágrima alguma correr
Eu poeta
Eu linha dura
Eu cara de pau
Eu escrevendo na madrugada
Eu curtindo música antiga
Eu de novo toda viva
Este repetir que me faz rir
De alegria
Eu dizendo bom dia!
Eu gostando de estar aqui
Eu agradecendo a vida
Que me faz insistir
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