O teu existir alegre
Em que não cabe minha história triste
Transformou-se em faca, em lâmina
Rasgou-me a carne
E expôs minhas mentiras
Em teus olhos denegridos
Por teus dentes e tuas fantasias
Espelharam-se os brilhos
De nossas alegorias
Eu me fiz espectadora
Desse teu viver vibrante
Enquanto meu sangue escorria
Diante de tuas certezas vazias
De tua tão constante distância
E então nos entendemos
Eu morta
E tu a me enterrares
Tu a te distanciares
E todos os meus pesares surgindo
Desfolhando meus olhares pelos ares
Aplaudindo
Tua saída
Minha morte
Tua vida em minha vida sem norte
(Iniciado em 17/11 e terminado em 26/11/2009 - 22h)
sábado, 5 de dezembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Então não te vejo
Então não te vejo
Mas ainda persistes em mim
Na busca que evito
Nas palavras que solfejo
Nas canções que não mais dedilhas
E todas as notas
Sudoradas em minha derme
Entregam meu insonar
Enquanto dormes nos braços que não são os meus
A madrugada vem trazendo as nuvens
E ocultando a lua
Que iluminaria a criação do esmo
Mesmo que eu fosse tua
Agora
Nossa hora já se passara
E ainda que escancarada nossa porta esteja
Nós já saímos
Tua volta é certa
Minha alegria é certa
Incerta é a vida
Eu não te vejo
E nas noites mal dormidas
Eu te desejo
Enquanto não te vejo
Ainda embalo
O ensejo que nos trouxe até aqui
Eu não te vejo
Tu não me vens
E insistimos em nos manter
Mas ainda persistes em mim
Na busca que evito
Nas palavras que solfejo
Nas canções que não mais dedilhas
E todas as notas
Sudoradas em minha derme
Entregam meu insonar
Enquanto dormes nos braços que não são os meus
A madrugada vem trazendo as nuvens
E ocultando a lua
Que iluminaria a criação do esmo
Mesmo que eu fosse tua
Agora
Nossa hora já se passara
E ainda que escancarada nossa porta esteja
Nós já saímos
Tua volta é certa
Minha alegria é certa
Incerta é a vida
Eu não te vejo
E nas noites mal dormidas
Eu te desejo
Enquanto não te vejo
Ainda embalo
O ensejo que nos trouxe até aqui
Eu não te vejo
Tu não me vens
E insistimos em nos manter
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Saudades apenas
Algo que expressasse
Além da vontade clara
A rara alegria
De momentos inconformes
A distância entre as idéias
Os ideais dispersos
As alegrias nos carinhos
As poucas palavras
Saudades apenas
E tudo ao contrário
Acontecendo à deriva
E os incontestes deprezos
Vontade de ser outra
De viver pelo avesso
De me perder nas risadas
E nunca
Nunca mais derramar lágrimas
Nada a dizer
Porque tudo é incompreensível
Saber que sua fala não tem valor
Deixar que a vida escorra
E ao tentar solucionar
Perder-se
No amor que ainda resta
Mostrar-me
Estrangular a saudade
E esmagar a risada
Saber-me distante de tudo
E querer-me perto
Deixar que o tormento apazigúe
O resto do que se quer
E a raiva danada
De não ser compreendida
Nem aceita
Porque as verdades ditas
São deturpadas
E aquele a quem se ama
Renega-me - escracha o meu amor
Além da vontade clara
A rara alegria
De momentos inconformes
A distância entre as idéias
Os ideais dispersos
As alegrias nos carinhos
As poucas palavras
Saudades apenas
E tudo ao contrário
Acontecendo à deriva
E os incontestes deprezos
Vontade de ser outra
De viver pelo avesso
De me perder nas risadas
E nunca
Nunca mais derramar lágrimas
Nada a dizer
Porque tudo é incompreensível
Saber que sua fala não tem valor
Deixar que a vida escorra
E ao tentar solucionar
Perder-se
No amor que ainda resta
Mostrar-me
Estrangular a saudade
E esmagar a risada
Saber-me distante de tudo
E querer-me perto
Deixar que o tormento apazigúe
O resto do que se quer
E a raiva danada
De não ser compreendida
Nem aceita
Porque as verdades ditas
São deturpadas
E aquele a quem se ama
Renega-me - escracha o meu amor
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Visão
Eu te vejo em mim
Em meio às telas
Entrelinhando os textos
Rasgado em mim
Concertando meus contextos
Adivinhando minhas entranhas
Acondicionando-te aos meus desejos
Desvairado em plena calmaria
Tempestuando meus desacertos
Eu te vejo assim
Chegando na despedida
Apaziguando as guerras em mim há tanto contidas
Eu te vejo nos desassombros
Eu te vejo nas gelosias
Eu te vejo cravando as unhas
Eu te vejo na calmaria
Eu te vejo na minha história
E neste meu estar represo
Eu te vejo no meu transbordar
E também te vejo no que esqueço
Eu te vejo
E tua visão
Impõe-me o medo
De quem não quer se entregar
Mas que já vive pedindo arreglo
E no temor de te ver
Eu vejo nossa história
A se desenhar em nossas fugas
A percorrer nossas memórias
E te vejo todo em mim
E me vejo na perdição
E entendo tua chegada
E estendo a minha mão
Para que possamos assim tão juntos
Continuar nossos enredos
E permanecer atentos
Em nosso lindo desassossego
Eu te vejo em mim
E em ti me vejo
(Em nossa primeira noite depois de tantas noites juntos... – 04/11/2009 – 01h41’)
Em meio às telas
Entrelinhando os textos
Rasgado em mim
Concertando meus contextos
Adivinhando minhas entranhas
Acondicionando-te aos meus desejos
Desvairado em plena calmaria
Tempestuando meus desacertos
Eu te vejo assim
Chegando na despedida
Apaziguando as guerras em mim há tanto contidas
Eu te vejo nos desassombros
Eu te vejo nas gelosias
Eu te vejo cravando as unhas
Eu te vejo na calmaria
Eu te vejo na minha história
E neste meu estar represo
Eu te vejo no meu transbordar
E também te vejo no que esqueço
Eu te vejo
E tua visão
Impõe-me o medo
De quem não quer se entregar
Mas que já vive pedindo arreglo
E no temor de te ver
Eu vejo nossa história
A se desenhar em nossas fugas
A percorrer nossas memórias
E te vejo todo em mim
E me vejo na perdição
E entendo tua chegada
E estendo a minha mão
Para que possamos assim tão juntos
Continuar nossos enredos
E permanecer atentos
Em nosso lindo desassossego
Eu te vejo em mim
E em ti me vejo
(Em nossa primeira noite depois de tantas noites juntos... – 04/11/2009 – 01h41’)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Cênico
A arte de enganar
Executada com maestria
Com alegria o artista domina a platéia
Olha o público manso
Ávido de ilusões
E então atinge a supremacia
Que dia! Que dia!
Que perfeição de gestos, de falas!
Quanto mais prazer desperta
Mais o prazer o arrebata
E ele ali – supremo
Lindo ver o artista
Tão entranhado em seu papel
Que se substancia
Abre seu dossel
E se oferece
E a platéia agradece e se delicia
E ao fechar das cortinas
Resta a certeza
De que ainda a vida é vazia
Para o artista
Para a platéia
Para aqueles em que o amor ardia
Executada com maestria
Com alegria o artista domina a platéia
Olha o público manso
Ávido de ilusões
E então atinge a supremacia
Que dia! Que dia!
Que perfeição de gestos, de falas!
Quanto mais prazer desperta
Mais o prazer o arrebata
E ele ali – supremo
Lindo ver o artista
Tão entranhado em seu papel
Que se substancia
Abre seu dossel
E se oferece
E a platéia agradece e se delicia
E ao fechar das cortinas
Resta a certeza
De que ainda a vida é vazia
Para o artista
Para a platéia
Para aqueles em que o amor ardia
sábado, 24 de outubro de 2009
Constatação
Tu me sabias tão só e não vieste.
(Nem sei por que eu te esperei.)
Talvez a recordação de uma madrugada antiga.
Talvez...
Esperei por ti e por um gesto
Quando o sol sumiu e o horizonte também.
E, quando brilhou a primeira estrela,
Adormeci.
Despertei e te vi ali tão perto.
Não entendi por que não me olhavas.
Mas percebi com a lua que era somente tua imagem
Que se apagava.
Tu me sabias tão carente e não me abraçaste.
(Nem sei por que eu chorei tanto.)
Talvez a lembrança de um dia distante.
Talvez...
Esperei por ti e por uma palavra
Quando a lua se escondeu e a esperança também.
E, quando se apagou a última estrela,
Entendi.
Solucei e te vi ali tão longe.
Não questionei por que tu não estavas.
Mas percebi com o dia que era somente meu passado
Que se findava.
Todo sentimento - Chico Buarque
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Tanto mar e riso
Nas águas turvas
Nos torvelinhos
Redemoinhamos em nossos risos
Eu na curva doce
Você nas pretas águas
E na real virtualidade
Brasileiramos
Doçuras, doçuras...
Travessuras do encontro afoito
Afeitos aos desejos
Sugados
Retidos
Desfiando nos dedos a carne do re-conhecer
No outro o oposto do mesmo
Acaso?
Abismo?
Solfejos
E o sol brilha mais intensamente nesta madrugada chuvosa
Marejando os olhos e molhando os lábios
E arrepiando completamente
As páginas em branco que ainda restam
Mas que se multiplicam à espera dessa história
Que graça!
Tanta delícia no descobrir diferenças
Que a raça íntima se revigora
E deixemos os dois poetas
Abstraindo-se em suas concretudes
Pra na quietude de suas palavras
Soltarem o grito dessa vitória
E no eco de suas gargalhadas
Despertar esse mundo novo
E assim
Completar o ciclo
Que jamais se encerra
Pra rodopiar a vida e despistar a morte
Que sorte!
Nos torvelinhos
Redemoinhamos em nossos risos
Eu na curva doce
Você nas pretas águas
E na real virtualidade
Brasileiramos
Doçuras, doçuras...
Travessuras do encontro afoito
Afeitos aos desejos
Sugados
Retidos
Desfiando nos dedos a carne do re-conhecer
No outro o oposto do mesmo
Acaso?
Abismo?
Solfejos
E o sol brilha mais intensamente nesta madrugada chuvosa
Marejando os olhos e molhando os lábios
E arrepiando completamente
As páginas em branco que ainda restam
Mas que se multiplicam à espera dessa história
Que graça!
Tanta delícia no descobrir diferenças
Que a raça íntima se revigora
E deixemos os dois poetas
Abstraindo-se em suas concretudes
Pra na quietude de suas palavras
Soltarem o grito dessa vitória
E no eco de suas gargalhadas
Despertar esse mundo novo
E assim
Completar o ciclo
Que jamais se encerra
Pra rodopiar a vida e despistar a morte
Que sorte!
domingo, 15 de março de 2009
Eu não te vejo
Eu não te vejo
Sonho de minhas tardes insones
Eu não te vejo
Na chuva que me desafoga
Eu não te vejo
Mas te desejo
Como a terra seca deseja a chuva
E te procuro como a única chave
Que destranca todas as minhas portas
E me entrego nesta busca insana
E elogio a loucura
Que me atordoa
E grito teu nome
Que pela casa ecoa
Imprimindo nossa paixão em cada vão
Em cada desvão
Em todo o desvelo
Numa paixão
De se arrancar os cabelos
Nos dentes trincando os lábios
Na pele explodindo em arrepios
Em todo meu ser pulsa este homem
Que todos me abandonem
Mas que eu não o perca
Ou que eu me perca
Totalmente
Para, demente,
Continuar a busca
Nesta tortura cíclica
De chuva
De visagens
De voragens
De vertigens
Para enfim descansar
Sonho de minhas tardes insones
Eu não te vejo
Na chuva que me desafoga
Eu não te vejo
Mas te desejo
Como a terra seca deseja a chuva
E te procuro como a única chave
Que destranca todas as minhas portas
E me entrego nesta busca insana
E elogio a loucura
Que me atordoa
E grito teu nome
Que pela casa ecoa
Imprimindo nossa paixão em cada vão
Em cada desvão
Em todo o desvelo
Numa paixão
De se arrancar os cabelos
Nos dentes trincando os lábios
Na pele explodindo em arrepios
Em todo meu ser pulsa este homem
Que todos me abandonem
Mas que eu não o perca
Ou que eu me perca
Totalmente
Para, demente,
Continuar a busca
Nesta tortura cíclica
De chuva
De visagens
De voragens
De vertigens
Para enfim descansar
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Dunas
Ah!
A alegria de viver momentos lindos
De estar com amigos
De viver o amor
Que me encanta e me mantém atenta
Que me atenta a alma e acalenta o corpo
Que ensandece e estimula
A alegria de viver!!!
.
.
.
Todo o movimento
Do pensamento que busca a saudade e encontra
A felicidade
.
.
.
Sou aquela que busca
Procura
E jamais se contenta
Com portas fechadas
Corações amarrados
Perguntas pequenas
Quero o todo
O logo e o eterno
Quero perto quem me ama
E mantenho à mão meus inimigos
para praticar um pouco de sadismo
Mesmo que as mágoas se tornem muitas
Quero sempre a alegria
No dia-a-dia quero ser
Eu mesma e os outros todos
Que possam permanecer
na minha história
Que escrevo de quando em quando
Estabelecida sobre as dunas.
A alegria de viver momentos lindos
De estar com amigos
De viver o amor
Que me encanta e me mantém atenta
Que me atenta a alma e acalenta o corpo
Que ensandece e estimula
A alegria de viver!!!
.
.
.
Todo o movimento
Do pensamento que busca a saudade e encontra
A felicidade
.
.
.
Sou aquela que busca
Procura
E jamais se contenta
Com portas fechadas
Corações amarrados
Perguntas pequenas
Quero o todo
O logo e o eterno
Quero perto quem me ama
E mantenho à mão meus inimigos
para praticar um pouco de sadismo
Mesmo que as mágoas se tornem muitas
Quero sempre a alegria
No dia-a-dia quero ser
Eu mesma e os outros todos
Que possam permanecer
na minha história
Que escrevo de quando em quando
Estabelecida sobre as dunas.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Revisitar
Visitei os sonhos que já vivemos
À procura de um sentimento que já não há.
Em tormento, vislumbrei nosso passado
E descobri dois amantes embriagados
De amor, de paixão, de luar.
Passeei por teu corpo de outrora
Estes meus olhos desaguados de agora...
Num espanto, recordei tua geografia:
Vales, montanhas, enseadas e baías,
Onde eu, suprema senhora, sobrevivia.
Degustei tua boca de olhos fechados
Como tantas vezes, no passado, eu o fiz...
E me entreguei às sensações delirantes
Que me remeteram ao tempo de antes
Quando, loucos, fingimos - gigolô e meretriz.
Tentei, desesperada, apagar tua lembrança
Que ainda me persegue e, num segundo, me lança
À mesma velha situação - irônica, paradoxal:
Matei teu amor por ódio e ressuscitaste
Para trazer-me bons sonhos e fazer-me mal.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Sereníssima
Sereníssima
A noite que se exala
Abala
Um momento do só
Acima
No tempo um viver
Em pó - ser
Poderosíssima
Inundada de prazer
mandala
Resvala das mãos
Os grãos do saber
Germinam
A vida
Cria harmonia
Menina
Ser sublime
Sereníssima
Viver
A noite que se exala
Abala
Um momento do só
Acima
No tempo um viver
Em pó - ser
Poderosíssima
Inundada de prazer
mandala
Resvala das mãos
Os grãos do saber
Germinam
A vida
Cria harmonia
Menina
Ser sublime
Sereníssima
Viver
domingo, 25 de janeiro de 2009
Inspiração
Inspiro o ar
Mas o ar não me inspira.
Nada me inspira no momento da dor
Do amor
De compor.
Queria repor
As palavras soltas no ar em seu lugar.
Vejo a vida que passa e nem balança o ar.
O mar não dança
E nem tenho tranças para lançar.
Nem sou ar - estou no ar (meu lar),
Nem sou brisa - poetisa menor.
Pior seria morrer - nem ar inspirar.
Queria inspirar a vida, o dom.
O tom das palavras me encanta.
Mas tanta inspiração só enche meus pulmões de ar.
Sofrer a dor.
Queria compor frases.
Ter os meios capazes de entontecer - acontecer.
Tocar e temer. Ser e estar.
Por que o ar não me inspira?
Olhar e compor. Respirar
Sentir penetrar. Encher
Cheia de ar, do mar, do ficar no lugar.
Voar!
Ascender.
Levitar.
Qualquer coisa faria para estar no ar.
Sorver com voracidade
E, plena de felicidade, inspirar o ar.
Ser completa e poder cantar.
Ser poeta e poder sonhar.
Ser pessoa e poder inspirar o ar
E, quando estiver repleta,
Expirar.
Inspiro o ar
Mas o ar não me inspira.
Nada me inspira no momento da dor
Do amor
De compor.
Queria repor
As palavras soltas no ar em seu lugar.
Vejo a vida que passa e nem balança o ar.
O mar não dança
E nem tenho tranças para lançar.
Nem sou ar - estou no ar (meu lar),
Nem sou brisa - poetisa menor.
Pior seria morrer - nem ar inspirar.
Queria inspirar a vida, o dom.
O tom das palavras me encanta.
Mas tanta inspiração só enche meus pulmões de ar.
Sofrer a dor.
Queria compor frases.
Ter os meios capazes de entontecer - acontecer.
Tocar e temer. Ser e estar.
Por que o ar não me inspira?
Olhar e compor. Respirar
Sentir penetrar. Encher
Cheia de ar, do mar, do ficar no lugar.
Voar!
Ascender.
Levitar.
Qualquer coisa faria para estar no ar.
Sorver com voracidade
E, plena de felicidade, inspirar o ar.
Ser completa e poder cantar.
Ser poeta e poder sonhar.
Ser pessoa e poder inspirar o ar
E, quando estiver repleta,
Expirar.
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