Chove
E as massas se encolhem
Dentro de suas capas cheirando a maçãs
Chove
E as manhas se perdem
No labirinto de sonhos desfeitos nas manhãs
Já não chove
E o ar pesado sobrecarrega o peito
Que, em jeito de se aliviar, chora sozinho
Enquanto a noite já se perdeu
Em inúmeras lágrimas de simples pranto
O canto dos poetas prossegue
Sem saber de um mundo ateu
Que conjuga alegria em esperanto
(F.
Frito - 13/12/96)
["Lágrimas do poeta"]
