terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Lágrimas do poeta

Chove
E as massas se encolhem
Dentro de suas capas cheirando a maçãs

Chove
E as manhas se perdem
No labirinto de sonhos desfeitos nas manhãs

Já não chove
E o ar pesado sobrecarrega o peito
Que, em jeito de se aliviar, chora sozinho

Enquanto a noite já se perdeu
Em inúmeras lágrimas de simples pranto
O canto dos poetas prossegue
Sem saber de um mundo ateu
Que conjuga alegria em esperanto
                   (F. Frito - 13/12/96)


["Lágrimas do poeta"]