quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ainda sinto dor

Apenas dói viver
Só isso

Se coragem tivesse
Para morrer...

Morrer de uma vez
E não nesta lentidão
Que me faz chorar
E magoar
E me ferir

Quero viver
Mas viver por prazer
Com prazer
De viver

E não neste morrer lento
Ridículo

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Jujubas, Whisky, Sexo e Rusgas

Jujubas, Whisky, Sexo e Rusgas

Ler, curtir, sentir...

O que te faz, o que te mantém...

Vem!

Lançamento: 26/11/2010 - Alfenas!!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Necessidade

Um abraço
Um só abraço
Tudo o de que preciso hoje
É de um abraço

Alguém que entre braços me prendesse
Que num abraço me esquentasse

Eu quero abrigo
Eu imploro abrigo
Eu necessito de abrigo

Um abraço
Um abraço que me sustente

Um abraço que me esquente
Um abraço que me permita compartilhar
Minhas lágrimas e meu desespero
Um abraço que me revele


Eu quero tanto um abraço


Mas ninguém acredita se o peço
Todos acham que sou forte


Um só abraço
Hoje
Deixaria mais longe a morte

Hoje
Se durmo em uns braços
Posso acreditar na vida

Hoje
Durmo de novo em meus braços
E choro
A necessidade que tenho
De um abraço

Choro

Quantas lágimas...

Por que as lágrimas não me lavam?
Por que tantos me odeiam?
Por que alguns me amam?

Eu choro tanto por mim

E choro pelo que não sou
E choro pelo que não mostro
E choro pela dor suprema
De ser só eu

Eu que me escondo
Eu que me mostro outra
Eu que não me suporto
Eu que não me mato

Eu que vivo
Eu que sobrevivo

Eu que convivo
Com este ser

Repugnante
Que a todos afasta
Que não tem amigos
Que nao tem casa

Que não tenho hora
Que sou autora
Dessa farsa

Eu que lambo o sal
Que me refresca
E que me acorda
Pra mim mesma

Eu que choro
Na madrugada
E que acordo acreditando

Eu que passo o dia
Me matando

Eu que me odeio
Eu que escondo
O que eu mesma
Me pergunto

Eu que não sumo
Eu que não morro
Eu que vivo
Pedindo socorro

Eu que não me escuto
Eu que não me entrego

Eu que me quero
E que me absolvo

Eu que permito
E questiono

Eu que aceito
Minha pequeneza

Eu que não tenho certezas


Eu que sofro
Eu que choro
E choro muito

E não me lavo
E ainda sinto

Eu que quero
E não me perdoo

Eu que esqueço
E me atordoo
Com a vida mesma

Que me permito

Eu que sou só isso

Eu comigo

Na dor, na dor, na dor

Chorando e implorando
Para que amanhã seja melhor

Eu que basto

Eu hoje

Quero meus cachos nuns dedos que não os meus
Quero minha pele em outra derme
Quero amar-me por mim mesma, mas no outro


Quero não morrer tão lentamente

Quero a nova busca do encontro
Que do desencontro se refaz

Quero a paz de me matar

Quero apenas existir
Sem questionar


Quero

sábado, 6 de março de 2010

Meu tempo

Meu tempo não é este, este que se conta em segundos

Meu tempo tem seus próprios mundos
Em que os seus segundos a se desfazerem
Preenchem os espaços dos tempos não medidos
E em que todos os sonhos
[Os mais descabidos]
E em que todas as verdades
[As mais sonhadas]
Surpreendem a alma ao chegarem na hora exata

Sabe, quando Chico diz que corre contra o tempo?
Eu vivo a favor do tempo
Mas do tempo que é só meu e dos que me suportam

Eu me desfaço em poucos segundos
Para me reconstruir no segundo seguinte

E quem consegue permanecer nesta corda bamba
Desta maravilhosa adrenalina
Da bipolaridade que me sustenta
Ah! Garotinha...
Quem aguenta viver assim tão nos dois pólos indefinidos...
Quem suporta interpretar os desenhos de meus elos partidos...

Quem se atenta a mirar este meu horizonte multicolorido
Vem comigo!
Se acaba de dar risada
Se morre em corte profundo
E ressuscita na madrugada
A ler Vinícius
A fumar poetas mortos
E a descobrir que viemos a passeio

Vem cá, vem!

De mãos dadas, a drupir colorido...
Cavalgando o desconhecido

Mas dando muita risada
E entendendo
Que viver vale a pena

Porque tudo que ainda é problema
Está morrendo de medo
De descobrirmos a resposta...

Vem, Garotinha,
Vem brincar de viver!