O teu existir alegre
Em que não cabe minha história triste
Transformou-se em faca, em lâmina
Rasgou-me a carne
E expôs minhas mentiras
Em teus olhos denegridos
Por teus dentes e tuas fantasias
Espelharam-se os brilhos
De nossas alegorias
Eu me fiz espectadora
Desse teu viver vibrante
Enquanto meu sangue escorria
Diante de tuas certezas vazias
De tua tão constante distância
E então nos entendemos
Eu morta
E tu a me enterrares
Tu a te distanciares
E todos os meus pesares surgindo
Desfolhando meus olhares pelos ares
Aplaudindo
Tua saída
Minha morte
Tua vida em minha vida sem norte
(Iniciado em 17/11 e terminado em 26/11/2009 - 22h)
sábado, 5 de dezembro de 2009
Assinar:
Comentários (Atom)
