Estou com medo...
Pela primeira vez, falei em morte no afirmativo.
Eu disse: vou me matar.
Eu me perguntei: como? quando?
E eu tive a certeza de que vou me matar.
E isso foi horrível.
Até agorinha mesmo, se me perguntavam, eu sempre dizia: não me matarei, fique tranquilo.
Mas hoje eu senti que posso fazer.
E estou com medo.
O medo é bom, porque me revela que ainda não tenho certeza absoluta.
Ninguém fala sobre suicídio.
Ou falam, sei lá quais as estatísticas!
Mas hoje senti que posso fazer.
E tive medo. E estou com medo.
O que vou fazer agora?
Lixo as unhas, tomo cerveja, e peço a Deus para que isso seja uma reação.
Preciso reagir.
Mas continuo com medo.
Já sei que nesta noite não dormirei. Na tentativa de continuar viva.
Apenas choro e tento permanecer.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Eu me quero de volta!
Eu me quero de volta
Lúcida, embriagada, perdida
Eu me quero de volta
Sílvia de Cássia
Cassinha
Letícia
Eu me quero de volta
Falante, chorosa, piadista
De saltos altos, encaracolada
Artista
Professora, poeta, diletante
Alquimista
Cozinheira bissexta
Péssima e constante dançarina
Amante
Amiga
Eu me quero de volta
Se eu não voltar
Terei de morrer
Porque é insuportável viver
Com esta desconhecida esquisita
Eu me quero de volta!
Lúcida, embriagada, perdida
Eu me quero de volta
Sílvia de Cássia
Cassinha
Letícia
Eu me quero de volta
Falante, chorosa, piadista
De saltos altos, encaracolada
Artista
Professora, poeta, diletante
Alquimista
Cozinheira bissexta
Péssima e constante dançarina
Amante
Amiga
Eu me quero de volta
Se eu não voltar
Terei de morrer
Porque é insuportável viver
Com esta desconhecida esquisita
Eu me quero de volta!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Tentando viver
Hoje tentei me fazer de novo viva
E nesta tentativa
Visitei o antigo e atendi ao novo
E de tanto embrenhar-me
De novo me perdi
E,mais uma vez,
Mas apenas momentaneamente,
Desisti
E nesta tentativa
Visitei o antigo e atendi ao novo
E de tanto embrenhar-me
De novo me perdi
E,mais uma vez,
Mas apenas momentaneamente,
Desisti
terça-feira, 1 de março de 2011
"Eu tenho mais de vinte anos"
Eu ainda, e ainda morta
Quando foi que me matei?
Quando foi que morri?
Em que noite de lua,
Sobre qual pedra
Meu filho foi assassinado?
Quando foi que virei personagem?
Será que eu nunca fui real?
Por que pergunto tanto?
Por que choro tanto?
Quem sou eu?
De novo e de novo
A mesma pergunta
E sempre a dor da culpa
Quando, quando saberei
Que posso parar de sofrer?
Não aguento mais chorar...
E a culpa me domina por inteiro.
Não sei quem sou.
Não sei a que vim.
Tenho ideia nenhuma de pra onde vou.
Eu continuo não gostando de mim.
(Mas não quero mais chorar.
Um dia, um dia,
Estas lágrimas tem de secar)
[Hoje papai foi me ver.
E naqueles olhos verdes,
Naquelas eternas rugas de sorriso
Que sempre existiram
Nos cantinhos daqueles olhos verdes
Eu olhei
E me vi
E sem saber se ele me escutava
E rezando para que ele não escutasse
Pedi socorro
Enquanto fingia que tudo estava bem
E que eu estava no controle
De tudo]
As lágrimas prosseguem.
É tão estranho
Chorar assim
Enquanto penso
Enquanto raciocino
Enquanto deixo eu sentir pena de mim
Eu sou nada
Eu continuo a ser nada
Mas ainda sinto minha falta
Sem sequer ter me conhecido
Eu nunca soube por que existo
Eu nunca tive motivo suficiente
Para continuar
Eu só prossigo
Por responsabilidade
Por obrigação
Mas no fundinho
Acredito
Que deve haver um motivo bom
Quando foi que me matei?
Quando foi que morri?
Em que noite de lua,
Sobre qual pedra
Meu filho foi assassinado?
Quando foi que virei personagem?
Será que eu nunca fui real?
Por que pergunto tanto?
Por que choro tanto?
Quem sou eu?
De novo e de novo
A mesma pergunta
E sempre a dor da culpa
Quando, quando saberei
Que posso parar de sofrer?
Não aguento mais chorar...
E a culpa me domina por inteiro.
Não sei quem sou.
Não sei a que vim.
Tenho ideia nenhuma de pra onde vou.
Eu continuo não gostando de mim.
(Mas não quero mais chorar.
Um dia, um dia,
Estas lágrimas tem de secar)
[Hoje papai foi me ver.
E naqueles olhos verdes,
Naquelas eternas rugas de sorriso
Que sempre existiram
Nos cantinhos daqueles olhos verdes
Eu olhei
E me vi
E sem saber se ele me escutava
E rezando para que ele não escutasse
Pedi socorro
Enquanto fingia que tudo estava bem
E que eu estava no controle
De tudo]
As lágrimas prosseguem.
É tão estranho
Chorar assim
Enquanto penso
Enquanto raciocino
Enquanto deixo eu sentir pena de mim
Eu sou nada
Eu continuo a ser nada
Mas ainda sinto minha falta
Sem sequer ter me conhecido
Eu nunca soube por que existo
Eu nunca tive motivo suficiente
Para continuar
Eu só prossigo
Por responsabilidade
Por obrigação
Mas no fundinho
Acredito
Que deve haver um motivo bom
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Meirinha... Minha Nossa Senhora da Penha que me sustente!!! E sustenta!
Veio-me agora
Súbita
Espontânea
E envolvente
A sensação perfeita
E estarrecedora
De quando entramos
Na Capela do Convento
Nós duas
(Você convertida em cinco)
E a Santa nos fazendo una
A mesma certeza
De amor supremo
Absoluto
Incondicional
(A invadir-me e dominar-me, doce e insistentemente...
Você presente, irmã...)
A luz do nosso nascimento
A refulgurar a luz adquirida
E a alegria de ter retornado ao aconchego
A Santa ali
E nós juntinho
O mundo à volta parado
(sem saber de nossa mágica magia...)
Aguardando nosso sinal
E então, irmã, sangue do meu sangue,
Vida da minha vida,
Realização dos sonhos meus que sequer tenho
E então, irmã,
No alto do Convento
Da Penha
Eu encontro o motivo pelo qual tanto me empenho
E é o de estar à tua altura
E, sem amargura, entrego-me a recordar-te em minha vida...
Recordo tudo aquilo que,
Vivido,
Serve de pano de fundo
Ao que tento viver
Seguro a emoção,
O pensamento,
As lágrimas
Respirando de leve,
O que sinto agora,
Seguro.
E não há o que me contenha
Irmã, a vida é bela
Se estás comigo.
Obrigada, Irmã amada!
Obrigada, minha (Nossa)
Senhora da Penha!!!
Súbita
Espontânea
E envolvente
A sensação perfeita
E estarrecedora
De quando entramos
Na Capela do Convento
Nós duas
(Você convertida em cinco)
E a Santa nos fazendo una
A mesma certeza
De amor supremo
Absoluto
Incondicional
(A invadir-me e dominar-me, doce e insistentemente...
Você presente, irmã...)
A luz do nosso nascimento
A refulgurar a luz adquirida
E a alegria de ter retornado ao aconchego
A Santa ali
E nós juntinho
O mundo à volta parado
(sem saber de nossa mágica magia...)
Aguardando nosso sinal
E então, irmã, sangue do meu sangue,
Vida da minha vida,
Realização dos sonhos meus que sequer tenho
E então, irmã,
No alto do Convento
Da Penha
Eu encontro o motivo pelo qual tanto me empenho
E é o de estar à tua altura
E, sem amargura, entrego-me a recordar-te em minha vida...
Recordo tudo aquilo que,
Vivido,
Serve de pano de fundo
Ao que tento viver
Seguro a emoção,
O pensamento,
As lágrimas
Respirando de leve,
O que sinto agora,
Seguro.
E não há o que me contenha
Irmã, a vida é bela
Se estás comigo.
Obrigada, Irmã amada!
Obrigada, minha (Nossa)
Senhora da Penha!!!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Festas
Já te vais?
Por que te vais?
Nem pude falar-te nada ainda!
Nem pude mesmo ser eu para ti...
Meu medo de perder-te era tamanho
Que sequer te mostrei quem eu sou...
De que te falo?
Por que te escondi as torturas que me afligem?
Por que não me revelei em todos os meus tormentos?
Não me conheces.
Nem mesmo eu sei quem eu sou...
Eu ainda me procuro,
Mas já há muito tempo perdi o que me mantém.
Não devo
E sei que não devo e que nada disso é certo
Ou sincero.
A pessoa que sou
Eternamente foi perdida
E ninguém mais poderá tê-la.
Eu não sei mais o que finjo
E onde foi que me perdi nesta amargura que me consome.
Guardei o nó das minhas torturas
Para não te torturar
Com minhas dores e amarguras
Que poderiam te afetar,
Que poderiam te machucar.
Tentei apenas ser-te leve,
Como poderias precisar,
Para apenas contigo poder estar.
Não sei do que lhe falo
Não sei como poderia...
Nada disso aconteceria se pudesses estar com o que sou.
Vejo agora que nem te amei
E que sequer você me amou.
Não te vi sequer chegar
E nem sei por que dói tanto tua partida.
(Paulo – Poços de Caldas – Dez/2010_Jan/2011)
Por que te vais?
Nem pude falar-te nada ainda!
Nem pude mesmo ser eu para ti...
Meu medo de perder-te era tamanho
Que sequer te mostrei quem eu sou...
De que te falo?
Por que te escondi as torturas que me afligem?
Por que não me revelei em todos os meus tormentos?
Não me conheces.
Nem mesmo eu sei quem eu sou...
Eu ainda me procuro,
Mas já há muito tempo perdi o que me mantém.
Não devo
E sei que não devo e que nada disso é certo
Ou sincero.
A pessoa que sou
Eternamente foi perdida
E ninguém mais poderá tê-la.
Eu não sei mais o que finjo
E onde foi que me perdi nesta amargura que me consome.
Guardei o nó das minhas torturas
Para não te torturar
Com minhas dores e amarguras
Que poderiam te afetar,
Que poderiam te machucar.
Tentei apenas ser-te leve,
Como poderias precisar,
Para apenas contigo poder estar.
Não sei do que lhe falo
Não sei como poderia...
Nada disso aconteceria se pudesses estar com o que sou.
Vejo agora que nem te amei
E que sequer você me amou.
Não te vi sequer chegar
E nem sei por que dói tanto tua partida.
(Paulo – Poços de Caldas – Dez/2010_Jan/2011)
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