Já te vais?
Por que te vais?
Nem pude falar-te nada ainda!
Nem pude mesmo ser eu para ti...
Meu medo de perder-te era tamanho
Que sequer te mostrei quem eu sou...
De que te falo?
Por que te escondi as torturas que me afligem?
Por que não me revelei em todos os meus tormentos?
Não me conheces.
Nem mesmo eu sei quem eu sou...
Eu ainda me procuro,
Mas já há muito tempo perdi o que me mantém.
Não devo
E sei que não devo e que nada disso é certo
Ou sincero.
A pessoa que sou
Eternamente foi perdida
E ninguém mais poderá tê-la.
Eu não sei mais o que finjo
E onde foi que me perdi nesta amargura que me consome.
Guardei o nó das minhas torturas
Para não te torturar
Com minhas dores e amarguras
Que poderiam te afetar,
Que poderiam te machucar.
Tentei apenas ser-te leve,
Como poderias precisar,
Para apenas contigo poder estar.
Não sei do que lhe falo
Não sei como poderia...
Nada disso aconteceria se pudesses estar com o que sou.
Vejo agora que nem te amei
E que sequer você me amou.
Não te vi sequer chegar
E nem sei por que dói tanto tua partida.
(Paulo – Poços de Caldas – Dez/2010_Jan/2011)
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
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