A arte de enganar
Executada com maestria
Com alegria o artista domina a platéia
Olha o público manso
Ávido de ilusões
E então atinge a supremacia
Que dia! Que dia!
Que perfeição de gestos, de falas!
Quanto mais prazer desperta
Mais o prazer o arrebata
E ele ali – supremo
Lindo ver o artista
Tão entranhado em seu papel
Que se substancia
Abre seu dossel
E se oferece
E a platéia agradece e se delicia
E ao fechar das cortinas
Resta a certeza
De que ainda a vida é vazia
Para o artista
Para a platéia
Para aqueles em que o amor ardia
terça-feira, 27 de outubro de 2009
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[Sob o domínio da dor
ResponderExcluir27/10/2009 – 10h07’
Tremendo de tristeza pela burrice
A boca sabendo ao fel das lágrimas que não podem rolar]
[A dor está tão forte que sinto que posso desmaiar!]
[Escrito em um de meus preciosos papéis de rascunho, em pleno serviço, se é que hoje houve profissional em mim...]
[Transcrito depois de uns pingos em alguns dos is que já temos]
[Ainda querendo ser feliz]