terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cênico

A arte de enganar
Executada com maestria

Com alegria o artista domina a platéia
Olha o público manso
Ávido de ilusões
E então atinge a supremacia

Que dia! Que dia!
Que perfeição de gestos, de falas!
Quanto mais prazer desperta
Mais o prazer o arrebata

E ele ali – supremo

Lindo ver o artista
Tão entranhado em seu papel
Que se substancia
Abre seu dossel
E se oferece

E a platéia agradece e se delicia

E ao fechar das cortinas
Resta a certeza
De que ainda a vida é vazia
Para o artista
Para a platéia
Para aqueles em que o amor ardia

Um comentário:

  1. [Sob o domínio da dor
    27/10/2009 – 10h07’
    Tremendo de tristeza pela burrice
    A boca sabendo ao fel das lágrimas que não podem rolar]

    [A dor está tão forte que sinto que posso desmaiar!]

    [Escrito em um de meus preciosos papéis de rascunho, em pleno serviço, se é que hoje houve profissional em mim...]

    [Transcrito depois de uns pingos em alguns dos is que já temos]

    [Ainda querendo ser feliz]

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