Nas águas turvas
Nos torvelinhos
Redemoinhamos em nossos risos
Eu na curva doce
Você nas pretas águas
E na real virtualidade
Brasileiramos
Doçuras, doçuras...
Travessuras do encontro afoito
Afeitos aos desejos
Sugados
Retidos
Desfiando nos dedos a carne do re-conhecer
No outro o oposto do mesmo
Acaso?
Abismo?
Solfejos
E o sol brilha mais intensamente nesta madrugada chuvosa
Marejando os olhos e molhando os lábios
E arrepiando completamente
As páginas em branco que ainda restam
Mas que se multiplicam à espera dessa história
Que graça!
Tanta delícia no descobrir diferenças
Que a raça íntima se revigora
E deixemos os dois poetas
Abstraindo-se em suas concretudes
Pra na quietude de suas palavras
Soltarem o grito dessa vitória
E no eco de suas gargalhadas
Despertar esse mundo novo
E assim
Completar o ciclo
Que jamais se encerra
Pra rodopiar a vida e despistar a morte
Que sorte!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
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