domingo, 15 de março de 2009

Eu não te vejo

Eu não te vejo
Sonho de minhas tardes insones

Eu não te vejo
Na chuva que me desafoga

Eu não te vejo

Mas te desejo
Como a terra seca deseja a chuva
E te procuro como a única chave
Que destranca todas as minhas portas

E me entrego nesta busca insana
E elogio a loucura
Que me atordoa
E grito teu nome
Que pela casa ecoa
Imprimindo nossa paixão em cada vão

Em cada desvão
Em todo o desvelo
Numa paixão
De se arrancar os cabelos
Nos dentes trincando os lábios
Na pele explodindo em arrepios
Em todo meu ser pulsa este homem

Que todos me abandonem
Mas que eu não o perca
Ou que eu me perca
Totalmente
Para, demente,
Continuar a busca
Nesta tortura cíclica
De chuva
De visagens
De voragens
De vertigens

Para enfim descansar

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