quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Visão

Eu te vejo em mim
Em meio às telas
Entrelinhando os textos
Rasgado em mim
Concertando meus contextos
Adivinhando minhas entranhas
Acondicionando-te aos meus desejos
Desvairado em plena calmaria
Tempestuando meus desacertos

Eu te vejo assim
Chegando na despedida
Apaziguando as guerras em mim há tanto contidas

Eu te vejo nos desassombros
Eu te vejo nas gelosias
Eu te vejo cravando as unhas
Eu te vejo na calmaria

Eu te vejo na minha história
E neste meu estar represo
Eu te vejo no meu transbordar
E também te vejo no que esqueço

Eu te vejo
E tua visão
Impõe-me o medo
De quem não quer se entregar
Mas que já vive pedindo arreglo
E no temor de te ver
Eu vejo nossa história
A se desenhar em nossas fugas
A percorrer nossas memórias

E te vejo todo em mim
E me vejo na perdição
E entendo tua chegada
E estendo a minha mão
Para que possamos assim tão juntos
Continuar nossos enredos
E permanecer atentos
Em nosso lindo desassossego

Eu te vejo em mim
E em ti me vejo

(Em nossa primeira noite depois de tantas noites juntos... – 04/11/2009 – 01h41’)

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