Venho vindo
De levinho
Caminhando na ponta das sapatilhas
Que jamais calçarei
Eu bailarina das letras perdidas
Virando cambalhotas
Na barra que papai fez no quintal
Uma nova cicatriz na face
Eu a faço pela ausência das rugas
Que meu sofrer não me põe
E meu livro jamais escrito
Permanece desentitulado
Nos versos que insisto em escrever
Eu toda de novo
Eu quase amanhecer
Eu insistindo
Tentando
Já não deixando lágrima alguma correr
Eu poeta
Eu linha dura
Eu cara de pau
Eu escrevendo na madrugada
Eu curtindo música antiga
Eu de novo toda viva
Este repetir que me faz rir
De alegria
Eu dizendo bom dia!
Eu gostando de estar aqui
Eu agradecendo a vida
Que me faz insistir
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
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