sábado, 6 de março de 2010

Meu tempo

Meu tempo não é este, este que se conta em segundos

Meu tempo tem seus próprios mundos
Em que os seus segundos a se desfazerem
Preenchem os espaços dos tempos não medidos
E em que todos os sonhos
[Os mais descabidos]
E em que todas as verdades
[As mais sonhadas]
Surpreendem a alma ao chegarem na hora exata

Sabe, quando Chico diz que corre contra o tempo?
Eu vivo a favor do tempo
Mas do tempo que é só meu e dos que me suportam

Eu me desfaço em poucos segundos
Para me reconstruir no segundo seguinte

E quem consegue permanecer nesta corda bamba
Desta maravilhosa adrenalina
Da bipolaridade que me sustenta
Ah! Garotinha...
Quem aguenta viver assim tão nos dois pólos indefinidos...
Quem suporta interpretar os desenhos de meus elos partidos...

Quem se atenta a mirar este meu horizonte multicolorido
Vem comigo!
Se acaba de dar risada
Se morre em corte profundo
E ressuscita na madrugada
A ler Vinícius
A fumar poetas mortos
E a descobrir que viemos a passeio

Vem cá, vem!

De mãos dadas, a drupir colorido...
Cavalgando o desconhecido

Mas dando muita risada
E entendendo
Que viver vale a pena

Porque tudo que ainda é problema
Está morrendo de medo
De descobrirmos a resposta...

Vem, Garotinha,
Vem brincar de viver!

2 comentários:

  1. Por favor, procuro te encontrar e não consigo. Espero que ainda queira também me reencontrar. Me separei e terminei minha prisão. Penso em ti todo o tempo.

    mariosilva.bsp@poiesis.org.br

    ResponderExcluir