quarta-feira, 6 de junho de 2012

Primeiro Poema de Amer


E que vieste
Não é desagradável
E que dominaste
É compreensível

Mas que és incógnito
É contestável
Porque pareces muito
Com o amor que sempre sonhei

Não te conheço, não me sabes
E nossa história está a se construir
Com nossos medos
E nossas entregas
Com nossos desejos
E nossos risos
Com esta nossa entrega
Cheia de receios

Quem és, que me pareces tão certo?
Quem sou, que te entrego meus segredos?
Quem somos, que vivemos o desconhecido?
Por que questionar se já estamos vencidos?

E aqui estamos
Vivenciados
Adormecidos em mútua confiança
De riso fácil qual de criança
E de peles arrepiadas
Nos corpos unidos
Nas falas cadenciadas
De quem se entrega ao amor


Amor, Amer...
Que não nos magoemos.
É só o que peço
Enquanto te vivo
E me vejo viva

Agradecida por teu carinho
Mesmo que isso te aborreça

Acreditando que é possível ser feliz, eu te beijo.

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