Então não te vejo
Mas ainda persistes em mim
Na busca que evito
Nas palavras que solfejo
Nas canções que não mais dedilhas
E todas as notas
Sudoradas em minha derme
Entregam meu insonar
Enquanto dormes nos braços que não são os meus
A madrugada vem trazendo as nuvens
E ocultando a lua
Que iluminaria a criação do esmo
Mesmo que eu fosse tua
Agora
Nossa hora já se passara
E ainda que escancarada nossa porta esteja
Nós já saímos
Tua volta é certa
Minha alegria é certa
Incerta é a vida
Eu não te vejo
E nas noites mal dormidas
Eu te desejo
Enquanto não te vejo
Ainda embalo
O ensejo que nos trouxe até aqui
Eu não te vejo
Tu não me vens
E insistimos em nos manter
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

(eita dia de luta e glória porque apenas te fizeste real em umas poucas palavras sem sentimento – primeira noite em que te traí)
ResponderExcluir18/11/2009 – 02h29´